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Lessons from Praxis: Autonomy and Spatiality in Contemporary Latin American Social Movements

In the course of the 20th century, left"libertarian thought and praxis never ceased to be present in Latin America, even during the most difficult years of competition with Marxism"Leninism and of military repression. But it was above all from the 1990s onwards that particularly original kinds of libertarian thought and praxis began to flourish there. Alongside more or less renewed versions of classical anarchism, new forms of praxis and analysis emerged at the end of the 20th and beginning of the 21st century; from Mexican neo"Zapatism to a part of Argentina's piqueteros to some expressions of Brazil's sem"teto movement, many new movements and ideas have developed in the last two decades. These new movements are at the same time remarkably libertarian and by no means reducible to the very honourable but somewhat too restrictive label "anarchism". In fact, many of them are clearly "hybrid", in the sense that they are products of both left"libertarian and Marxist influences.

Typically, these Latin American movements share a commitment to principles such as horizontality, self"management and decentralism (which have never been part of Marxism's typical repertoire of practices and principles); moreover, autonomy is a key notion for most of them. Furthermore, spatial practices, territorialisation among them, are proving decisive for many movements and protest actions.

The concept of territory is one of those "geographical" concepts that have been intensely subjected, in recent decades, to strong attempts of redefinition and debugging. In this paper, the territory is fundamentally seen (as a first approximation) as a space defined and delimited by and through power relations, and it is important to see that power (both heteronomous and autonomous power) is exerted only with reference to a territory and, very often, by means of a territory. The kind of power exerted by emancipatory social movements does not constitute an exception to this rule.

Resumo

No decorrer do século XX, o pensamento e a prà¡xis da esquerda libertà¡ria nunca deixaram de estar presentes na América Latina, mesmo durante os anos mais difà­ceis da competià§à£o com o marxismo"leninismo e da repressà£o durante os regimes militares. Porém, foi sobretudo a partir da década de 1990 que alguns tipos particularmente originais de pensamento e prà¡xis libertà¡rios comeà§aram a florescer naquele continente. Juntamente com as versàµes mais ou menos renovadas do anarquismo clà¡ssico (como o assim chamado "anarquismo especifista"), novas formas de prà¡xis e anà¡lise libertà¡rias mas nà£o propriamente anarquistas surgiram no final do século XX e inà­cio do século XXI: dos neozapatistas mexicanos a uma parte dos piqueteros na Argentina e a algumas expressàµes de movimento dos sem"teto no Brasil, muitos novos movimentos e ideias tàªm se desenvolvido nas àºltimas duas décadas. Esses novos movimentos sà£o, ao mesmo tempo, notavelmente libertà¡rios e nà£o redutà­veis ao (muito honrado, certamente, mas demasiado restritivo) rà³tulo de "anarquismo". Na verdade, muitos deles sà£o, inclusive, claramente "hà­bridos", no sentido de que sà£o produtos de influàªncias tanto libertà¡rias quanto marxistas"”"hibridismo" esse que, se por um lado pode ter efeitos prà¡ticos interessantes, por outro nà£o deixa de representar uma tensà£o interna, ainda que apenas latente.

Normalmente, esses movimentos latino"americanos partilham um compromisso com princà­pios libertà¡rios tais como a horizontalidade, a autogestà£o e a descentralizaà§à£o (que, diga"se de passagem, nunca pertenceram ao repertà³rio tà­pico de prà¡ticas e princà­pios do marxismo); ademais, autonomia é uma noà§à£o"chave para a maioria deles. Além disso, as prà¡ticas espaciais, entre elas a de territorializaà§à£o, està£o a se revelar decisivas para muitos movimentos e aà§àµes de protesto.

O conceito de territà³rio é dos conceitos "geogrà¡ficos" que tàªm sido intensamente submetidos, nas àºltimas décadas, a fortes tentativas de redefinià§à£o e depuraà§à£o. Neste trabalho, o territà³rio é fundamentalmente visto (a tà­tulo de uma primeira aproximaà§à£o) como um espaà§o definido e delimitado por e através de relaà§àµes de poder, e é importante assinalar que o poder (tanto o heterônomo quanto o autônomo) sà³ é exercido tendo por referàªncia um territà³rio e, muitas vezes, por meio de um territà³rio. O tipo de poder exercido pelos movimentos sociais emancipatà³rios nà£o constitui uma exceà§à£o a esta regra.

» Author: Marcelo Lopes de Souza

» Source: Wiley

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